Relatório Mensal
Dezembro 2024
ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO
RENTABILIDADE MENSAL
RENTABILIDADE ACUMULADA (%)
PERFORMANCE HISTÓRICA
CLASSE DE RATING
CLASSE DE COTAS
SEGMENTAÇÃO POR SETOR
COMENTÁRIO DOS GESTORES
Nesta carta de dezembro, abordaremos nossa visão sobre os impactos da alta da SELIC nas carteiras de FIDCs de forma geral.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou a taxa básica de juros para 12,25% ao ano.
Os principais motivos para essa decisão estão relacionados ao cenário doméstico, caracterizado por uma economia mais robusta do que o esperado e incertezas fiscais persistentes no Brasil. Em virtude disso, os agentes de mercado têm demandado juros mais elevados para continuar financiando o Tesouro Nacional.
Diante deste contexto, o mercado projeta que o Banco Central dará continuidade ao ciclo de elevação dos juros, ao menos até o segundo trimestre de 2025, quando a taxa básica deverá alcançar o patamar aproximado de 15% ao ano.
O aumento dos juros exerce impactos significativos sobre o custo do serviço da dívida de todas as empresas, com destaque para as pequenas e médias empresas (PMEs). Contudo, os FIDCs multicedentes/multisacados, que tradicionalmente possuem maior exposição ao segmento de PMEs, têm demonstrado resiliência em ambientes como este há décadas. Embora o cenário implique potencial elevação na inadimplência, também traz oportunidades para aqueles que possuem uma esteira de crédito bem estruturada e eficiente.
Outros segmentos, como crédito consignado público, saque-aniversário do FGTS e FIDCs monocedente ou monosacado, devem sofrer impactos relativamente pequenos. Isso se deve às suas características idiossincráticas e à gestão eficiente, que minimizam riscos indesejáveis, como o aumento da inadimplência ou o descasamento entre ativos e passivos.
Por outro lado, alguns setores merecem atenção especial, devido à sua maior sensibilidade a um ambiente macroeconômico desafiador e menor margem de segurança. Entre esses, destacam-se o financiamento de veículos e o crédito ao consumidor das classes C, D e E, que apresentam forte correlação com o nível de atividade econômica, maior inadimplência potencial e taxas de recuperação mais baixas. Segmentos como crédito consignado privado e financiamento de empresas em estágios iniciais, as chamadas “startups”, também enfrentam desafios significativos, uma vez que projetos nesse contexto tendem a se tornar inviáveis em cenários de juros elevados e persistentes.
Em nossa carteira, a exposição aos setores considerados mais arriscados é bastante reduzida, representando menos de 2%.
Na próxima carta, apresentaremos os dados consolidados de 2024 relativos aos FIDCs em geral, além de nossa análise sobre a evolução da indústria.
ALOCAÇÃO DA CARTEIRA
SUBORDINAÇÃO E MAIS INFORMAÇÕES DOS FUNDOS INVESTIDOS
INFORMAÇÕES OPERACIONAIS
Objetivo do Fundo
Superar o CDI no longo prazo.
Público Alvo
Investidores Qualificados e Entidades Fechadas de Previdência Complementar
Categoria ANBIMA
Multimercado Livre
Data de Início
26 de março de 2021
Bloomberg Ticket
NEST INT BZ
Gestor e Co-gestor
est Gestão de Patrimônio / Nest Asset Management
Administrador
Banco Daycoval S.A.
Custodiante
Banco Daycoval S.A.
Patrimônio Líquido
R$ 147.917.707,07
PL Médio (12 Meses)
R$ 131.423.354,62
Taxa de Administração
1,07% a.a. (máx. 2,40% a.a.)
Taxa de Performance
10% do que exceder 100% do CDI
Tributação
Longo prazo
Taxa de Ingresso/Saída
Não há
Aplicação Mínima
R$ 1.000,00
Movimentação Mínima
R$ 500,00
Aplicações
D+0 (dia útil) para aplicações efetuadas até às 14h30
Resgates
D+60 (dias corridos), com liquidação / D+1 (dia útil)
SAC
pci@bancodaycoval.com.br ou no telefone 0800 7750500
Ouvidoria
0800 7770900
CNPJ
39.806.561/0001-18